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Gritos silenciosos na escuridão
Sussurros que todos ouvem
Olhar que a nada se dirije
Coração que por ninguém bate
Vontade que nada deseja
Saudades que não mais vai embora
Coragem repleta de medo
Alma que não mais sopra vida
Alma que exala a tristeza
Clamores que jamais são ouvidos
Tudo parece seguir um rumo aparente
Sem querer que o acaso o contemple
Tudo parece não fazer mais sentido
E agora entendo o que sempre soube:
Solidão, amargura do espirito
Solidão, companheira esquecida
Repleta. Invadida. Eufórica.
Ela vem com seu corpo gélado
Apodera-se, demora-se, acostuma-se e não vai embora...
Já é uma extensão da existência
Já é um fato da vida
Uma dor que finje ir embora
Mas é lembrada a cada instante e a cada hora.
Escrito por fafaseixas às 22h17
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Velhos Ditados
“Meu sofrimento é fruto do que me ensinaram a ser.
Sendo obrigado a fazer td mesmo sem querer...”
Muitas vezes sofremos por algo que não é tão importante,
Ou que breve esquecemos, ou talvez nunca realmente tenhamos lembrado..
“Plantamos aquilo o que colhemos”...isso eu já ouvi muitas vezes...e até mesmo pude comprovar....
Isso eu já disse muitas vezes...e outro tmb pôde comprovar........
As palavras que me você me disse e acabou ouvindo de outro...
Td se repete...”na arte nada se cria td se copia”....mas na vida também é assim...
Se repete...se repete...na vaidade do ser humano...
Na sua eterna irrealidade de que é único e especial, quando todos são tão iguais!!!!
Mas “pessoas especiais requerem muita reponsabilidade”...
Então eu definitivamente não quer ser Especial!
Escrito por fafaseixas às 15h51
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Lá fora há um mundo que desconheço Onde caminham diversas pessoas Alheias aquilo que lhes rodeia No mais alto do céu há estrelas que imaginei Algumas brilham constantemente outras eu mesma apaguei Aqui dentro do meu coração nada jais de sólido Somente o túmulo das lembranças As quais não quero e não recordo No jardim imaginário que cultivei Há flores que nascem mas morrem Elas são como minhas alegrias Belas...frágeis...breves... Dentro do meu espírito tenho medo, sonhos e alegria Onde vou, eles vão comigo Talvez sendo meus verdadeiros guias
Escrito por fafaseixas às 20h16
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Os olhos que a todo momento nos cortam fumegantes Querem saber quem somos para nos destruir por completo Querem acabar com o pouco amor que ainda nos resta Mas não! Não me entregarei a esses olhos de diamantes Que querem me comprar a alma e tirar-me a vida Sou uma rosa e tenho espinhos Meu espírito paira junto a flor solitária do jardim abandonado Ela chora de saudades pois é sempre incompreendida Ela chora arrenpedida pois sempre está errada Quando tem certeza que está certa Quero encher-me com os espinhos das rosas murchas Usar a meu favor contra aqueles que me querem mal Quero amar tudo o que está vivo hoje E ainda mais quando estiverem mortos Quero perfumar o teu belo jardim E ser tua rosa predileta cheia dos espinhos que me destes.
Escrito por fafaseixas às 20h09
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Mais uma vez olho ao redor: nada novo está a minha volta, tudo volta a acontecer, como um passado no presente, parece até para-nóia, mas é algo que dos meus pensamentos não se desprende. Mais uma vez meus olhos não enxergam e vêm aquilo o que desejam, desejam não ver, mas está diante dos olhos e não na verdade nada que notar. Nada mudou. Ninguém é diferente. Todos fingem saber.Alguém sabe esquecer? Não, viver com o passado é mais cômodo.Mas não podemos apagar a nossa história, ela é única, nos pertence! Mas o passado não é o presente e jamais será o futuro, ater-se ao prsente pode ser melhor se assim o desejares, não viver o que não viveu, sofrer o que já sofreu, sorrir daquilo o que não tem mais graça. O sofrimento parece ser bom, assim o parece pois nos atemos a ele, não esquecemos o que não é mais. É impossível competir com um amor que ainda existe, vencê-lo ou mudá-lo.É impossível lutar contra aquilo que não quer ser esquecido. É melhor fingir esquecer, não saber. Todos fingem saber. Eu não sou todos, ou será que sou? Também não esqueço o passado, mas já é passado...a vida se repete? deve-se acreditar? nem todos mentem...mas todos são iguais! Novamente a mesma conversa? mas é algo que dos meus pensamentos não se desprende. Gostaria que fossem embora...Mas pode ser! basta imaginar que é. Não querer viver de ilusões,do que foi ou poderia ter sido...queria ser diferente...ou igual...aquilo que mais te agradar...ou simplesmente eu mesma!!
Escrito por fafaseixas às 14h18
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Não entendo. Isso é tão vasto que ultrapassa qualquer entender. Entender é sempre limitado. Mas não entender pode não ter fronteiras. Sinto que sou muito mais completa quando não entendo. Não entender, do modo como falo, é um dom. Não entender, mas não como um simples de espírito. O bom é ser inteligente e não entender. É uma benção estranha, como ter loucura sem ser doida. É um desinteresse manso, é uma doçura de burrice. Só que de vez em quando vem a inquietação: quero entender um pouco. Não demais: mas pelo menos entender que não entendo. Talvez chame-se até ingênuidade....um acreditar por acreditar....mas se eu não acreditar não poderei mais fazer parte de um mundo tão descrente....as pessoas enganam, mentem...talvez eu também o faça e finja não entender....a ingênuidade não existe, talvez a burrice, doce burrice....seja realmente a culpada, pois quando sabemos onde a vida nos levará e mesmo assim embarcamos à deriva, esperamos o naufrágio, e ainda assim nos assustamos com ele.
Escrito por fafaseixas às 11h18
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Não sei... Se a vida é curta Ou longa demais pra nós, Mas sei que nada do que vivemos Tem sentido, se não tocamos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser: Colo que acolhe, Braço que envolve, Palavra que conforta, Silêncio que respeita, Alegria que contagia, Lágrima que corre, Olhar que acaricia, Desejo que sacia, Amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo, É o que dá sentido à vida. É o que faz com que ela Não seja nem curta, Nem longa demais, Mas que seja intensa, Verdadeira, pura... Enquanto durar... A vida tem duas faces: Positiva e negativa O passado foi duro mas deixou o seu legado Saber viver é a grande sabedoria Que eu possa dignificar Minha condição de mulher, Aceitar suas limitações E me fazer pedra de segurança dos valores que vão desmoronando. Nasci em tempos rudes Aceitei contradições lutas e pedras como lições de vida e delas me sirvo Aprendi a viver.
Escrito por fafaseixas às 11h04
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Não tenho ambições nem desejos. ser poeta não é uma ambição minha. É a minha maneira de estar sózinho.
Ou quando uma nuvem passa a mão por cima da luz E corre um silêncio pela erva fora.
Porque quem ama nunca sabe o que ama Nem sabe porque ama, nem sabe o que é amar...
Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do Universo... Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer, Porque eu sou do tamanho do que vejo E não do tamanho da minha altura...
A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas Quando a gente as tem na mão E olha devagar para elas.
Fernando Pessoa...
Escrito por fafaseixas às 10h49
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Já não me importo Até com o que amo ou creio amar. Sou um navio que chegou a um porto E cujo movimento é ali estar.
Nada me resta Do que quis ou achei. Cheguei da festa Como fui para lá ou ainda irei
Indiferente A quem sou ou suponho que mal sou,
Fito a gente Que me rodeia e sempre rodeou,
Com um olhar Que, sem o poder ver, Sei que é sem ar De olhar a valer.
E só me não cansa O que a brisa me traz De súbita mudança No que nada me faz.
Escrito por fafaseixas às 10h45
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